IGREJA MATRIZ

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“A Igreja Matriz de Pedrógão Grande, que tem como orago São João Baptista, foi edificada em inícios do século XVI. Segundo documentação do reinado de D. João III, A Igreja já existia em 1522, sendo seu titular o prior Fr. Álvaro. Em 1587, crê-se que o templo tenha sido totalmente concluído.

De planta longitudinal composta por dois corpos rectangulares justapostos, a igreja está dividida por três naves e capela-mor, com duas sacristias de planta quadrangular adossadas às naves laterais e torre sineira adossada à fachada. A fachada principal possui três registos, sendo delimitada lateralmente por pilastras toscanas rematadas por pinhas.

No primeiro registo, temos um portal de moldura em arco abatido com friso saliente ladeado por pinhas, tendo gravada a data de 1779, data em que a igreja sofreu obras de reparação. Sobre o portal, no segundo registo, um nicho rematado por concha alberga a imagem de São João Baptista. No último registo, foi rasgada ao centro uma janela com moldura em arco abatido.

O interior do templo é dividido em três naves separadas por quatro arcos torais de volta perfeita assentes em colunas toscanas, sendo a central mais alta. Ao fundo, o coro-alto em madeira está assente sobre dois pilares em cantaria. Possui quatro altares laterais com retábulos em talha dourada. A cobertura do templo é em madeira com caixões lisos; na nave central cinco caixotões estão pintados com cenas da vida de São Sebastião Baptista.

Classificado como imóvel de Interesse Público (1993).”

Cronologia

1551 – existência da Igreja dedicada a S. João Baptista documentada pelos Registos da Confraria do Santíssimo Sacramento; pertencia à Ordem de Malta e era vigairaria apresentada pelo Grão-Prior do Crato;

1587 – hipotética conclusão da igreja ou da capela-mór (data inscrita no arco triunfal);

1618 – desenho da povoação, levantada por Pedro Nunes Tinoco e por encomenda do Prior do Crato, Frei Manuel Carneiro;

1779 – obras de reparação da igreja devido aos efeitos causados pelo terramoto de 1755 (data inscrita na porta principal);

1758 – tinha os altares do Espírito Santo, São Vicente Ferrer, Nossa Senhora do Rosário e das Almas;

Séc. XX – esporádicas intervenções de conservação.