PELOURINHO

pelourinho

“O pelourinho original foi erigido em 1455, aquando da elevação de Pedrógão Pequeno a vila, decretada pelo rei D. Afonso V. Segundo rezam as crónicas, os moradores da Sertã (vila vizinha e sede do concelho a que pertencia Pedrógão) discordaram do direito de a localidade ter pelourinho e um grupo de cidadãos decidiu destruir o pelourinho e a forca.

O novo pelourinho foi reconstruído já depois de o rei D. Manuel I ter concedido foral a Pedrógão Pequeno, em Outubro de 1513. O monumento esteve de pé até 1882, altura em que uma companhia de saltimbancos, no decorrer de um espectáculo, destruiu inadvertidamente parte do pelourinho, sendo o restante demolido anos mais tarde.

Alguns dos fragmentos do antigo pelourinho foram utilizados na reconstrução de um novo em 1937, o qual viria a ficar instalado no Largo de São Sebastião. Em 1939, novo acidente obrigaria á sua reconstrução. Já neste novo século, o pelourinho foi transferido para a Praça Ângelo Henriques Vidigal, onde se encontra actualmente.

O pelourinho levanta-se sobre plataforma de três degraus circulares, de aresta. A base é constituída por uma singela moldura circular, em bocel, a partir da qual se eleva a coluna, cilíndrica, e lisa, constituída por um tronco monolítico e um pequeno acrescentamento superior, com a mesma secção. Não existe capitel, mas apenas duas estreitas molduras circulares mediadas por uma curta gola, e encimadas por ábaco circular saliente.

Classificado como imóvel de Interesse Público.”
Cronologia

1165 / 1174 – a povoação pertencia à Ordem do Templo;

1216 – doação à Ordem do Hospital por D. Afonso II; hipotética construção do castelo de que não subsistem vestígios;

1419 – a povoação pertencia ao termo do concelho da Sertã, sendo posteriormente elevada à categoria de vila;

1448 – emprazamento da vila a Diogo da Silveira, por ordem de Vasco de Ataíde, Prior do Crato, facto que motivou a destruição do primeiro pelourinho e da forca pelos moradores;

1513 – concessão de carta de foral por D. Manuel; provável edificação de novo Pelourinho;

1618 – levantamento da vila por Pedro Nunes Tinoco, por ordem de Frei Manuel Carneiro, Prior do Crato;

1836 – extinção do concelho e integração no município de Oleiros;

1882 – destruição do Pelourinho, conservando-se somente alguns fragmentos;

1959 – reconstituição do Pelourinho, reaproveitando-se alguns fragmentos do primitivo;

2006 – mudança da localização do Pelourinho para a praça Dr. Ângelo Vidigal.