Protocolo com Extensão de Saúde de Pedrógão Pequeno

Protocolo com Extensão de Saúde de Pedrógão Pequeno

O protocolo de cooperação que existe entre a Câmara Municipal da Sertã e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) desde 2012 foi, esta quarta-feira, ratificado na reunião do executivo camarário da Sertã, por maioria. Este visa a manutenção de quatro funcionários na área da saúde, no concelho.

Em março de 2012, a ULSCB reduziu a comparticipação financeira destinada a pagar os vencimentos dos funcionários que estão no Centro de Saúde da Sertã (CSS) e na Extensão do Centro de Saúde de Pedrógão Pequeno, e que ali foram colocados pelas respetivas juntas de freguesia. Na ocasião, e no âmbito do referido protocolo, estas autarquias ficaram responsáveis pelo pagamento de parte dos seus vencimentos, sendo que Pedrógão Pequeno assumiu o encargo mensal de 212 euros para manter um funcionário na referida extensão e a junta da Sertã de 200 euros no total, para comparticipar no vencimento de três funcionários. Neste processo a câmara assumiu o pagamento do que restava nos quatro casos.
Os vereadores de Partido Socialista votaram contra esta ratificação por considerarem que, comparando os valores suportados pelas duas juntas de freguesia, “há aqui uma desigualdade e falta de equidade naquilo que cada um tem de comparticipar”, afirmou Vítor Cavalheiro. Além deste facto, e alegando saber que este protocolo não chegou ao conhecimento do atual presidente de junta de Pedrógão Pequeno, (que não é o mesmo do anterior mandato) o vereador socialista alegou que este novo autarca “pode não ter o mesmo pensamento e entender que deve ser feita justiça, a qual não está a acontecer no momento”.

Na justificação, José Farinha Nunes, presidente da câmara, disse não ter conhecimento de , assegurou.

Contactado pela Rádio Condestável, o presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão Pequeno, Manuel Dias, confirmou não saber oficialmente desta ratificação. Adiantou ainda que na última reunião da Assembleia de Freguesia o assunto foi falado, tendo-se decidido endereçar carta à autarquia para discutir o assunto em causa.

A finalizar, Vítor Cavalheiro considerou ainda não se justificar a permanência destes funcionários nos locais referidos. “É louvável a vontade de manter os postos de trabalho, mas estamos a defender os interesses do concelho e há situações que não se justificam”, atestou.

in www.radiocondestável.pt